De acordo com Michely Madureira, irmã de Kelvin e tia de Karina e Sophia, os três eram muito extrovertidos. "Kelvin era um menino exemplar. Não era de ir a festas. Ia para casa, escola e Igreja. Karina tinha começado a viver agora. Ela adorava jogar bola, baralho e Uno", disse ela.
A Neoenergia informou, em nota, que disponibilizou profissionais de Assistência Social e Psicológica, que "estão em contato direto com os familiares prestando suporte em todas as etapas do luto vivido, incluindo a cobertura completa das despesas funerárias e de logística para os familiares". Michely Madureira, irmã de Kelvin, confirmou que os custos funerários foram pagos pela companhia, mas alega que não estava ciente sobre o apoio psicológico.
O caso
A tragédia aconteceu sexta-feira à noite, na quadra QNP 24, em Ceilândia, quando um fio de alta tensão despencou, levando Karina, Kelvin e Sophia a sofrerem uma descarga elétrica e perderem a vida. Os moradores da quadra tinham acionado a empresa Neoenergia, responsável pela distribuição de energia elétrica em Brasília. Há seis meses, pediram a troca do fio que, segundo eles, estava quase se rompendo e soltava faíscas constantemente. Em vez de substituí-lo, a empresa teria feito um reparo. A companhia só efetuou a troca do fio na manhã de sábado, após a tragédia.
O velório das três vítimas ocorrerá hoje, às 14h, no Cemitério Campo da Esperança de Planaltina, capela Templo Ecumênico. O sepultamento será às 16h30.